sábado, 7 de fevereiro de 2015

RÓI RÓI (ou Galinha Choca)

RÓI- RÓI

Brinquedo inventado por crianças e adultos vive ainda no imaginário de crianças dentro da gente, e das crianças que ainda tem no brincar uma dimensão viva da relação do encontro com o mundo, com o imaginário. Brinquei muito na minha terra Maranhão. De uns anos pra cá, morando no sudeste, descobri uma nova significação para o brinquedo: Adereço para sonoplastia na Contação de histórias. Para nós contadores que fazíamos o abrir de portas com um som gutural de imitação de rangidos...temos no Rói Rói o grande protagonista para abrir portas, portões, alçapões, mundos secretos, etc. 
O  rói-rói é um pequeno brinquedo confeccionado com uma caixinha cilíndrica, fechada numa das extremidades, de onde um pequeno cordão de sisal encerado com breu é ligado a um pedaço de madeira. Em movimentos giratórios, a fricção provoca um ruído que ressoa na caixinha, que funciona como amplificador. É um brinquedo muito popular em feiras e mercados públicos do Nordeste. Em alguns lugares é conhecido como Berra-Boi e Cigarra. Você encontra esse brinquedo no litoral, em casas de artesanato. Eu o reencontrei em Itanhaém, na Praia do Sonho. Aproveite..Vamos abrir todas as portas da imaginação. Acrescentei a esta postagem, algumas informações que encontrei no site: http://papjerimum.blogspot.com.br/2012/10/os-brinquedos-artesanais-do-nordeste.html
           Contadora de Histórias Maria Maranhão - 6/02/2015



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

KERITY, A CASA DOS CONTOS DE FADA


A Casa dos Contos de Fada - Ao se mudar para a casa de sua excêntrica tia, Natanael herda uma antiga coleção de livros infantis. Aos poucos, o menino descobre que a biblioteca serve também de abrigo para heróis e vilões de contos de fadas que estão em perigo, pois os pais de Natanael querem se livrar dos livros com a mudança. Em uma grande aventura, ele terá que salvar os personagens antes que desapareçam das histórias para sempre.
Trata-se de "KERITY, A casa dos contos de fada", um desenho animado francês cuja autora é Rebecca Dautremer. O filme que é pura magia...brinca de maneira ímpar, com a temática da leitura, dos mundos possíveis que ela nos abre, levando o público de qualquer idade à penetrar na fantasia, percorrendo a delicada performance do personagem, no enfrentamento dos desafios da trama. A beleza e a delicadeza das imagens ajudam a percorrer esse universo. Aqui um trechinho da história para apreciação:
Era uma vez um garotinho chamado Natanael...ele era muito inteligente, conhecia de cor o alfabeto, mas não conseguia unir as letras para poder formar as palavras, o que o deixava muito triste. Ele tinha uma tia que ele adorava chamada Eleonore, que passava horas narrando contos de fadas para embalá-lo. Esta, deixou como herança para ele a chave de um cômodo secreto da casa, onde ninguém nunca havia entrado antes...e nele penetrando Natanael teve uma grande surpresa.
Era uma imensa biblioteca, com as edições originais de Pinóquio, O Pequeno Polegar, Peter Pan e o Capitão Gancho, Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, Alice no País das Maravilhas, enfim as histórias de todos os heróis que povoam a imaginação infantil. E a surpresa foi ainda maior quando eles se materializaram saindo de seus livros, para pedir socorro a Natanael, pois devido a um feitiço se um ser humano não lesse a frase que estava inscrita na entrada da biblioteca até meia-noite todos eles iriam desaparecer para sempre dos livros e da memória de todos...
Imaginem a aflição do pobre Natanael, pois ele não sabe ler e além disto seus pais são obrigados a vender os valiosos livros ao vilão Pictout (Rouba Tudo) para pagar os estragos que a velha casa da tia Eleonore sofreu durante uma tempestade. Então a história se desenrola em torno da aventura de Natanael (que foi reduzido pela bruxa malvada ao tamanho dos personagens) que enfrente a hostilidade do mundo "dos grandes" para recuperar os livros e voltar a tempo à biblioteca, para tentar decifrar a frase salvadora, com a cumplicidade de sua irmã Angélica, do tio Adrien, e de todos os pequenos personagens dos contos. Mas felizmente o filme tem um final feliz, e na última badalada de meia-noite, ele consegue ler a frase :
"Ce n'est pas parce que c'est inventé que ça n'existe pas"!
("Não é porque algo é inventado que não existe"!)
 Vale a pena tentar encontrar, assistir...Por caso vi no canal pago. Foi um bom momento de sonho e magia para perceber o valor da leitura, da descoberta de outros mundos...recomendado para pequenos e grandes...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CRIE SEU CLUBE DE LEITURA

Colaborando para Criação de Clubes de Leitura.

Encontrei esta matéria muito saborosa e repliquei aqui na íntegra, como forma de preservar todas as informações importantes para os interessados em criar seu "Clube de Leitura" no seu bairro, na sua comunidade, etc...A imagem abaixo (GIF) talvez não apresente títulos que você curta ou aprecie, não importa...Busque seu repertório, faça leituras deleite, convide amigos, parentes. Vamos ler!CLUBE DA LEITURA EMEF PROFESSORA MARILI DIAS

Como criar um Clube de Leitura

Sem mistérios, um clube de leitura é um evento social que propicia às pessoas trocarem experiências literárias. A princípio, é uma conversa informal que gira em torno desse tópico comum, um livro preferencialmente já lido pelos demais integrantes do grupo.
Existem inúmeras formas de organizar um clube de leitura; abaixo indicarei algumas páginas que contem informações importantes a respeito. Suponhamos que queiras formar um clube, por que se dar ao trabalho?
  1. Porque é algo social. As pessoas tendem a cumprir melhor suas metas quando tomadas em conjunto, porque, digamos, o espírito de grupo as motiva mais do que se seguissem sozinhas.As médias de leitura no Brasil são baixíssimas e o simples ato de entregar livros às pessoas nada resolverá; é preciso gerar estímulo, não restringir-se à leitura como um passatempo entre tantos outros. Os clubes de leitura tornam os livros numa fonte de relação entre indivíduos.
  2. Porque é uma experiência intelectual. Além do ato de ler, a expectativa de um clube de leitura gera a reflexão sobre aquilo que se leu. As impressões e os pensamentos acerca das obras se tornam mais claros com a necessidade de expressão exterior. E mais do que isso. As conversas revelam pontos de vista e possibilidades de leitura que uma pessoa sozinha não teria, o que só faz engrandecer o entendimento que cada um tem das obras que foram compartilhadas.
  3. É divertido, gostoso mesmo de se participar. Quando o clube é bem conduzido as pessoas saem mais leves, mais felizes por terem interagido. Quem não se sente um pouquinho melhor quando tem à sua frente um grupo que lhe presta atenção? E é assim com cada participante. Se um clube é bom, a primeira frase que se ouvirá tão logo termine um encontro será: “Não vejo a hora do próximo clube”.
Ficaste com vontade de montar um clube? Primeiro, sabe que não é demasiado complicado e que pessoalmente recomendo te juntares a um grupo pré-existente. Digo isso para que possas te testar, ver quais são os rumos que uma conversa pode tomar, que tipos de pessoas hás de encontrar e, sobretudo, para que tenhas assiduidade nas leituras e nas discussões.
A maioria dos grupos precisará da figura de um moderador ou de uma moderadora. Essa figura de nenhum modo é responsável por censurar os integrantes do clube nem dizer o que ali é certo ou errado. Não existe certo ou errado num clube de leitura, não se deve tolher a participação do outro nem acanhá-la. O objetivo é justamente deixar todos à vontade para se expressarem.
No entanto, o moderador será útil em muitas ocasiões. Ele é geralmente a pessoa mais empolgada com o clube e quem se esforçará mais para manter o grupo unido. Portanto, é de suma importância que esse indivíduo seja responsável e assíduo, para que o clube não se desfaça sem essa referência.
Nos países de língua inglesa os clubes de leitura têm grande tradição e difusão. Através de iniciativas individuais, bibliotecas, instituições de ensino, meios de comunicação de rádio e estrelas de televisãograndes livrarias e até editoras estimulam a criação e manutenção de clubes, inclusive com o oferecimento de parcerias e guias de como montar tais grupos. (No final da página listarei de novo todos os endereços desses manuais, todos em inglês).
Já no Brasil o processo ainda está em evolução. Quem tem feito uma boa iniciativa nesse sentido é a recém fundida Penguin-Companhia das Letras, que conta com um programa de clubes de leituraespalhados por várias cidades brasileiras, nos moldes da Penguin internacional.
Então, vamos montar um clube? Divido em três os aspectos principais que deverás pensar bastante e com antecedência. São eles: o evento, as pessoas e as conversas.
1. O evento:
No evento incluo tudo que diz respeito à parte organizacional do clube. Será público? Privado a um grupo de conhecidos? Onde será? Será virtual? Será na casa de alguém, num espaço público ou privado? Esse lugar aceita o recebimento do grupo? Quando será? Que dia e horário são mais viáveis? Qual o propósito do clube e que gêneros de livros serão lidos? Pois existem clubes dos mais variados, dos mais comuns, que são livros de ficção adulta, a clubes voltados exclusivamente para determinadas áreas do conhecimento ou para livros infantis.
Além disso, como funcionarão os encontros. Haverá espaço para todos? Haverá divulgação? Haverá limite de tempo? Com que frequência se realizarão? Disponibilizar-se-á comida, bebida? Quem arcará com os custos? Como se conseguirão os livros? Esse é um ponto importante, pois a compra de livros poderá sair cara para a maioria dos participantes e muitas cidades do Brasil ainda sofrem com a carência até de bibliotecas.
Tudo isso deve ser levado em conta para tornar o clube mais atrativo e acessível às pessoas. E em todas essas questões será bom consultar a opinião de outros.
2. Os participantes:
Caso já se tenha amigos e conhecidos interessados em leitura, tanto mais fácil. Se desejas criar um evento aberto ao público, será mais interessante começar com umas poucas pessoas amigas dos livros e aos poucos expandir para aqueles que lhes são mais arredios. Não te preocupes, assim que o clube estiver bem encaminhado e ele conseguir contentar seus participantes, então outros integrantes serão atraídos para ele, mesmo que de início não sejam ávidos leitores.
Podes procurar pessoas com interesse em comum pela internet. Em português já existe uma rede social para clubes de leitura e há outras tantas focadas no público leitor, como Goodreads e Skoob. Basta procurar ali pessoas próximas a ti e ver no que dá. Ou pode-se também – aliás, deve-se – divulgar a ideia nos meios que estiverem disponíveis: Facebook, blogues, boca-a-boca… Tudo deve ser tentado, pois a parte mais trabalhosa é montar esse primeiro grupo coeso e interessado, para que se torne interessante a ponto de atrair os demais.
Outra forma de se conseguir integrantes é contar com o apoio de alguma instituição ou empresa. Por exemplo, bibliotecas, livrarias, cafés ou empresas das mais variadas, todos têm um público habitual e grande exposição. Se propores uma parceria, podes oferecer a iniciativa e eles poderão em troca te oferecer divulgação ao público.
Esse tipo de acordo é vantajoso a ambas as partes, mas tenhas cuidado com imposições por parte desses lugares. Não concordes com aquilo que não te sentes confortável. Se alguma associação te parece estranha, tenta em outro lugar. E é crucial que esse lugar esteja pronto para receber os integrantes do clube de leitura à hora e no dia marcados. Para atrair mais pessoas um clube precisa ser rígido em sua organização externa, no sentido de apresentar segurança e ordem ao público, ainda que flexível em sua organização interna. Trato disso no próximo tópico.
3. As conversas:
Tu, como futuro moderador e cidadão, percebes que há inúmeras formas de uma conversa desandar. Agressividade, crítica destrutiva, solipsismo, ensimesmamento, descaso… são todos componentes das relações humanas que podes e provavelmente irás encontrar ao longo desse clube em andamento. Porém, se fores mesmo o moderador, terás como tarefa reconduzir a conversa para fins produtivos e prazenteiros.
A princípio, parecerá desarrazoado indicar aqui a leitura do livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie. Não se veja aqui o termo “influenciar” de forma meramente negativa; somos capazes de também influenciarmos alguém positivamente e é assim que deves trabalhar.
Um caso típico é o daquela pessoa que monopoliza a conversa, surda às opiniões dos outros e a forçar as suas o tempo inteiro. Nessa situação é aconselhável não cortá-la com bruteza, muito menos mandar-lhe “calar a boca”. Aí a melhor estratégia parece-me de procurar reinserir o grupo com alguma fala do tipo: “Certo, Fulana, essa é uma opinião interessante. Ciclana, o que você acha disso e daquilo?”.
Ser moderador envolve sobretudo jogo de cintura. O maior desafio é deixar a todos confortáveis para expressarem-se e instigá-los a participarem sem ter também o monopólio das falas. O moderador deve ter tanta participação quanto os demais integrantes do grupo.
Haverá momentos de timidez e haverá silêncio. Nessas horas te servirão perguntas e observações feitas de antemão para o clube, pois os assuntos tendem a se esgotarem com o passar das falas e são necessárias pequenas intervenções para revigorar o ânimo da discussão. Ao leres o livro, pensa já em questões que te interessam e que poderiam interessar aos demais. O que será que acharam de determinado personagem? Como certa cena encaixa-se no conjunto do livro? Há alguma mensagem na obra, o que acharam dela?
Caso faltem ideias, muitos sites de editoras fornecem tópicos de discussão. Informa-te, conduze pesquisas, prepara-te para possíveis perguntas, mas não te aches na responsabilidade de saber tudo sobre os livros que lerem. Se tudo soubesses o clube te seria inútil. O clube não é lugar de lecionar, é lugar para dialogar, pensar juntos.
E prepara-te para aceitar aqueles que não cumprirão as leituras. Não os deixes desconfortáveis, pois isso os desestimulará a voltarem. Pelo contrário, dize que é compreensível e ressalta os benefícios de concluir as leituras, pois os argumentos serão melhor baseados e o prazer de saber do que os outros falam será maior.
Se lês inglês, todos os guias que listo abaixo mostrar-se-ão úteis. Mas tem cuidado: não sejas inflexível. O clube, enquanto evento social, deve representar a vontade do grupo. Talvez teu plano inicial seja ler apenas ficção, então o grupo sugere uma biografia ou um livro de História. Se isso for melhor para o grupo, usa de flexibilidade. Podes ir longe a ponto de o clube ter seu próprio estatuto, contudo isso me parece exagerado. Para mim o objetivo geral de um clube de leitura é tirar o melhor e o máximo de cada livro.
Uma vez que o clube esteja em andamento e com bom funcionamento, essas indicações serão mais um hábito de boa convivência do que regras propriamente ditas. E em se tratar de pessoas encontrarás questões que nem o mais experiente é capaz de prever.
Meus últimos conselhos são estes: nunca desistas, nunca desistas, nunca desistas. Verás que as pessoas são dadas a faltar seus compromissos e te surpreenderás que até mesmo as mais empolgadas são passíveis de mudar subitamente de atitude. Mas não desistas! Segue tua iniciativa com prazer e entusiasmo. O pior que pode acontecer é teres lido um livro e, convenhamos, isso já é muito bom.

REDE DO CUIDADO (Curso Imperdível)

A rede

PEDAGOGIAS DO BEM-CONVIVER
Há muitas buscas importantes no mundo para que nós, seres fraturados desde as origens e fragmentados na modernidade, possamos harmonizar criativa e sustentavelmente a humanidade e universos.
Os Quechua e Aimara chamam de Sumak Kawsay, os cristãos de Reino de Deus, os Guarani de Yvy Marañey…
O planeta e a humanidade aguardam ansiosamente filosofias e sabedoria de mais ternura criativa e de menos arrogância destrutiva.
Vamos pensando e fazendo mais do que o apenas possível.
 HÁ UM SABOR DE POESIA E ENCANTAMENTO NO BEM CONVIVER.
E venham os pedagogos e pedagogas da ternura, e se acheguem arte-educadores e arte-educadoras. Somos nós. Somos muitos. Seremos sempre mais.
‘Una mano, mas una mano, no son dos manos, son manos unidas. Une tu mano a nuestras manos para que el mundo no esté en pocas manos, sino en todas las manos’ (Gonzalo Arango).
Para tecer as redes do cuidado, vamos buscar os fios do encantamento, do diálogo, do bem conviver, da fraternura, da cidadania, da cultura de paz, da solidariedade, dos sonhos brasis, da arte, da música, da dança, das histórias, dos jogos, da cooperação.
Na circularidade das rodas todas, teimosia da humanidade comunitária, buscamos inspiração para uma pedagogia transformadora. E vivam as rodas de ciranda, os círculos de cultura, as danças sagradas que fazem circular o sangue vital da humanidade com a alma repleta de chão e corpo invadido de infinito.

Uma História fazendo escola

Somos aprendentes. Estamos na ESCOLA DO CUIDADO. Uma escola que está em todo canto em que o encanto não desapareceu. Entre nós há quem tenha feito bodas de prata de formação pedagógica. Já fizemos arte transitando em campo aberto e em apequenados espaços da cidadania negada.                                                E faremos mais. Não descansaremos diante das anestesias que adormecem a sociedade.                                    Queremos cantar canções que acordem os adultos e embalem as crianças.                                                Aprendemos na Escola das redes em tessitura, das rodas brincantes, dos jogos circulares, das cantigas          populares, das cirandas e danças sagradas dos povos, das histórias que se contam e encantam, das vivências transformadoras, da vida em itinerância.                                                                                                        E os jardins da vida não vão ser devastados pela frieza dos poderes que se bastam.
Equipe:


UM COLETIVO EM BUSCA DAS PEDAGOGIAS LIBERTADORAS

Pela Cidade em busca de novos paradigmas

Somos uma comunidade de vida. Um grupo de aprendentes. Um coletivo da educação. Uma rede de educadoras e educadores populares.

Com saberes plurais, com sabores e temperos diversos vamos contribuindo para que avancem as pedagogias da indignação, da ternura, do direito, do cuidado, da solidariedade, para que o mundo não fique como está, nesta feiúra com ares de espetáculo.

Nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será (Gonzaguinha)

                                                            


Curso

Pedagogia do Cuidado: transformar-se para transformar
Curso Vivencial de Educação e Linguagens Culturais
Carga Horária:
  • 36 horas de estudos pedagógicos vivenciais
Data e local:
  • de 1º a 3 de março de 2014
    no Sítio Yvyeté | Acampamento Pedagógico
    Rua Alberto Consoline, 7
    Bairro Moenda 2
    Itatiba | SP
Abordagens:
  • Antropologia da Infância
  • Subjetividades Pedagógicas
  • Alteridade e Educação Libertadora
  • Ética do Cuidado e Educação
Linguagens:
  • Contação de Histórias
  • Rodas Brincantes
  • Jogos Cooperativos
  • Danças Circulas Sagradas
  • Cantigas Populares
  • Narrativas dos Povos e Mitos
Investimento:
  • R$ 250,00
    (inclui material didático e alimentação)
Inscrição:

CASA ARRUMADA

donamocinhadobrasil.blogspot.com
Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.                         Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
villapano.blogspot.com
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Casa Arrumada -  Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Garimpando Autores por aí...


Então... É só com o vizinho do lado
(Maria Inês Simões)

Cortaram a energia eléctrica,
 fornecimento de água... 
O esgoto fica no vaso. 
Mas para que o descaso? 
É só com do vizinho o atraso.
O cachorro late dia e noite. 
Deve ser fome, coitado... 
Mas o que é que tem??? 
É só com o vizinho... Amém!!!
A criança corre de medo... 
E não faz nenhum segredo... 
Quando come... Se almoça não janta... 
No frio se veste de folhas... 
Pegadas nas ruas... 
Frutas só em jornais... 
Aponta... “Olha o brinquedo!!!"... 
Não liga... É só com o vizinho o enredo.
A solidão é sentida... 
Na lamparina da madrugada... 
Na voz que sussurra...
 “Amiga... Isso passa... Não é nada!!!”. 
É só do vizinho a jornada.
Ele foi abatido... 
Falta emprego... 
Falta saúde... 
Falta dinheiro... 
Falta comida... 
E quem se importa com animal adestrado??? 
A ser indiferente, em seu próprio guisado... 
Mas... Então... 
É só com o vizinho do lado.
 
Moralidade... No final tudo dá certo?...
(Maria Inês Simões)
 
 
Na época dos reis, rainhas, moral, histórias e afins...
 
“Certo dia um rei passeando no jardim, ao lado de sua rainha, observou através de seu vestido transparente e esvoaçante, uma marca acima da mama... A marca lembrava um ato extraconjugal (uma chupada não real). O rei aparentemente constrangido reuniu seus conselheiros, na tentativa de obter ajuda e descobrir quem seria o secreto amante de sua soberana.
 
Após ouvir seus guias, aprovou a idéia de aproximar uma de suas conselheiras, para que esta se tornasse amiga íntima da rainha, e após ouvir as confissões da traidora, a escolhida a dedo contaria ao rei a história real da marca, acima da mama da sua primeira dama...
 
E assim chegamos ao quase final desta narrativa, rápida e esclarecedora.
 
A criada escolhida a dedo tornou-se amiga inseparável da esposa do rei. E descobriu, entre risos e confidências, que a chupada tinha sido executada em instantes frenéticos em busca de um orgasmo certeiro e traiçoeiro, entre rainha x mosqueteiro.
 
Porém, o inevitável havia acontecido... Em uma das partes, a amizade verdadeira se concretizou, e, só o fato de imaginar que a rainha poderia ser executada, a serva se arrepiava...
 
Chegando à hora de revelar o segredo, a criada escolhida a dedo já tinha tomado uma decisão, e relatou ao rei a sua versão sobre a origem da marca...
 
- Aconteceu assim meu rei: estava a rainha passeando pelo jardim dos bichos e alimentando os tucanos reais, de repente uma das aves atacou a realeza, bicando acima do peito real. Deixando a tal nódoa...   E, causando esta confusão e contusão além do normal.
 
O rei chamou a rainha, a qual relatou o outro lado da informação que até então...
 
- Meu rei... Fiz exatamente como me ordenou... Contei a conselheira os fatos que o senhor criou... Sobre a traição, o mosqueteiro... Enfim... Se ela resolveu ter pena de mim. Agora então é outra história que também merece ter um fim.
 
E o rei decretou:
 
- Na ciência de fatos passados, ninguém, a não ser o rei pode criar o que existe e o que não existe por todos os lados. Quanto a conselheira, serva, criada infiel... Mentirosa, traiçoeira que seja enforcada, sem mais histórias... Sem direito e sem nada”.
 

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Porque contar é preciso!

Neste sábado e domingo aconteceu o 1º Encontro de Contadores de Histórias de Sampa...
Estive lá para conferir, vivenciar e experimentar o sabor do encontro, das conversas, das cantorias...
Este encontro foi organizado pela Cia Paidéia de Teatro.

Na companhia de Salvador, Silvânia e João Mário, saboreamos as Oficinas e depois a deliciosa comida do Mercado Municipal de  Santo Amaro...O que as histórias fazem conosco...Nos arrastam pelos quatro cantos da cidade, para ver, ouvir e contar...