sábado, 20 de agosto de 2011

UMA HISTÓRIA SOBRE RESPEITO E AMIZADE: A ÁRVORE GENEROSA


Do original de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino
Era uma vez uma Árvore que amava um Menino. 
E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei.
E com a Árvore, brincava de rei da floresta.
Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!
Comia seus frutos.
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra fresquinha.
O Menino amava a Árvore profundamente.
E a Árvore era feliz!
Mas o tempo passou e o Menino cresceu!
Um dia, o Menino veio e a Árvore disse:
"Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"
"Estou grande demais para brincar", o Menino
respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?"
"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro.
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade,
então terá o dinheiro e você será feliz!"
E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e
levou-os embora.
E a Árvore ficou feliz!
Mas o Menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.
Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a
sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu
tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".
"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?"
"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus
galhos, faça a sua casa e seja feliz."
O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os
embora pra fazer uma casa. 
E a Árvore ficou feliz!
O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no
dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar.
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"
"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe.
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"
"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse.
"Viaje pra longe e seja feliz!"
O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou. 
E a Árvore ficou feliz, mas não muito!
Muito tempo depois, o Menino voltou. 
"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."
"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o Menino.
"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore disse.
"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.
"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse.
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.
"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe
oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."
Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."
"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria."
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar."
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."
Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!


Postado por Maria Maranhão: Brincante, Cantante, Contadora, Arte-Educadora.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FESTIVAL DE INVERNO DE PARANAPIACABA 2011


Pela primeira vez
Eu fui a esse lugar
Nunca pensei que Havia
Nunca pensei estar lá
Agora que o  Conheci
Difícil é não voltar lá!


No dia 16/07/11 pisei pela primeira vez em terras Paranapiacabenses. Confesso que fiquei muito curiosa com a história dessa vila. Essa experiência nos foi ofertada pela Prof.ª e Contadora de histórias Rose Faria, que no trajeto, nos contou a história do lugar. Íamos (eu e Renata) para uma experiência inédita com a narrativa de histórias. Ela nos contou do frio que faz no inverno, e eu não levei agasalho.
 Qual não foi a nossa surpresa! -  O sol permaneceu quente, agradável e luminoso, como se quisesse coroar nossa experiência.
 Visitamos o lugar com o olhar aguçado, embalado  pelas palavras da Prof.ª que ia desvendando aos poucos cada recanto, cada detalhe, enriquecendo nossa experiência. Visitamos a casa do Waldeck de Garanhuns (Contador e Cantador de Histórias que mantém uma espécie de Museu residência), onde expõe um pequeno acervo de memórias do cordel (artesanato, brinquedos, bonecos, fantoches, quadros, livros, revistas... e... exemplares de cordel). Foi demais!!!

A Biblioteca se revelou um lugar aconchegante, com um espaço brincante e aberto ao encantamento pela palavra. Esse foi o espaço para a grande experiência: Contar histórias para os visitantes pequenos e grandes. Foi muito bom mirar os olhinhos curiosos e as expressões encantadoras de pais e filhos embalados pelo som da história da “Periquita e o Cachorro do Mato (Maria Maranhão)” e “Longe é um lugar que não existe (Renata)”. Vanessa contou uma história que ela mesma escreveu. Foram histórias de muitas viagens e muitas penas. Pois não é que penas voaram para povoar os sonhos de meninas e meninos reais e também aquelas que ainda habitam em nós?
O público foi conquistado pelas histórias que ali foram redimensionadas, para compor o acervo de acontecimentos do Festival de Inverno de Paranapiacaba. Inesquecível, pelo lugar, pelas histórias, pelo encontro com as pessoas, com a arte, com a cultura. Voltarei lá!!!


Maria Maranhão: Contadora, Cantante, Brincante...